Já ouviu falar nas siglas ETA e ETE?

Já ouviu falar nas siglas ETA e ETE?


Elas são de grande ajuda para o bem estar do ser humano e para a sustentabilidade do nosso planeta! Uma ETA realiza o tratamento da água retirada de fontes naturais para o consumo humano. O tratamento dessa água, de forma geral, segue algumas etapas padrões. Primeiro a água é captada e transportada até a estação. Ao chegar à estação ela passa pela floculação. Nessa etapa são adicionados produtos químicos à água para que os sedimentos presentes se aglutinem na forma de flocos. Para que isso ocorra são usados produtos como sulfato de alumínio ou cloreto férrico, por exemplo. Esses sais são acrescentados juntamente com outras substâncias que controlam o pH do meio e formam uma substância gelatinosa capaz de gerar flocos com as impurezas coloidais. Após aglutinar todas as partículas de forma que elas possuam a capacidade de serem decantadas, a próxima etapa sedimenta os flocos produzindo a clarificação da água. Sabemos que o aspecto físico da água não é a única preocupação em seu tratamento, então a próxima etapa tem a função de remover grande parte da carga biológica da água através da filtração. Por fim, a desinfecção é realizada a fim de livrar a água da carga biológica restante da filtração. No Brasil, os maiores agentes usados para a desinfecção são o cloro e o flúor. Estação de Tratamento de Efluentes - ETE Uma ETE trata os efluentes domésticos e industriais, ou seja, resíduos descartados ao final de um processo. Efluente doméstico: composto por água mais impurezas geradas pelo uso. Essas impurezas consistem em matéria orgânica, nutrientes, bactérias, vírus, sólidos dissolvidos e sólidos suspensos. Efluente industrial: composto por água de consumo industrial mais impurezas geradas pelo uso. Essas impurezas variam de acordo com a indústria em questão e podem conter metais pesados, óleos entre outras substâncias contaminantes e tóxicas. Boa parte desses efluentes, tanto domésticos quanto industriais, é lançada novamente ao meio ambiente e, por isso, precisa ser tratado para não contaminar o solo e os mares. Algumas das principais características dos efluentes são o odor e a cor, que são desagradáveis para os seres humanos, além do caráter perigoso das substâncias. O tratamento de efluentes é um serviço muito importante para qualquer tipo de estabelecimento que tenha um volume mínimo de efluente e que sejam perigosos para o meio ambiente, como por exemplo de empreendimentos hospitalares e lugares que trabalham com reações químicas. O tratamento de efluentes industriais ideal é indicado de acordo com a carga poluidora e presença de contaminantes. Os processos de tratamento são classificados em físicos, químicos e biológicos.Processo Físico: processos em que há a remoção dos sólidos em suspensão sedimentáveis e flutuantes através de separações físicas, tais como gradeamento, peneiramento, caixas separadoras de óleos e gorduras, sedimentação e flotação. Ocorre ainda a remoção da matéria orgânica e inorgânica em suspensão coloidal e reduzem ou eliminam a presença de microrganismos. Processo Químico: ocorre a utilização de produtos químicos em seu processo, tais como agentes de coagulação, floculação, neutralização de pH, oxidação, redução e desinfecção em diferentes etapas dos sistemas de tratamento. Conseguem remover os poluentes por meio de reações químicas, além de condicionar a mistura de efluentes que será tratada nos processos subsequentes. Processo Biológico: o tratamento biológico de esgotos e efluentes industriais tem o objetivo de remover a matéria orgânica dissolvida e em suspensão ao transformá-la em sólidos sedimentáveis (flocos biológicos) e gases. Basicamente, o tratamento biológico reproduz os fenômenos que ocorrem na natureza, mas em um tempo menor. Dentro desses processos existem algumas outras etapas de tratamento. Em uma ETE, os efluentes passam por cincos etapas antes de serem devolvidos ao meio ambiente e reutilizados.