Confira 10 funcionalidades que não podem faltar em um sistema de gestão de energia e utilidades efetivo

Confira 10 funcionalidades que não podem faltar em um sistema de gestão de energia e utilidades efetivo


Sistemas de gestão de energia e utilidades: aliados para além da redução de consumo Para que a função “gestão de energia e utilidades” esteja voltada para a eficiência energética e para a redução de consumo, muitas empresas buscam formas para automatizar o processamento do enorme volume de dados envolvidos e monitorar o consumo de energia, possibilitando assim a melhoria dos processos. Muitas soluções, como PIMS, MES, ERP, uso de planilhas, dentre outras, em muitos casos não são utilizadas de forma integrada, o que pode acarretar em divergência de dados, múltiplas versões da mesma informação, diminuição da produtividade da equipe de gestão de energia, visão superficial da capacidade de produção de determinado equipamento, dados insuficientes para simulações de operação e otimizações dos processos, dentre outras limitações. Seja para empresas industrias ou não, a implantação de um sistema de gestão de energia e utilidades efetivo pode ser um aliado que vai muito além do monitoramento de consumo. A solução apoia o controle da aquisição e da qualidade dos dados, o gerenciamento dos parâmetros de interesse dos contratos de compra de energia, a otimização do desempenho energético de equipamentos, a previsão de consumo, a gestão orçamentária, dentre outras ações que cobrem a gestão de energia e utilidades de ponta a ponta, ou seja, promovendo a eficiência energética dos processos produtivos e de gestão. Elencamos abaixo as dez principais funcionalidades que não podem faltar em um bom sistema de gestão de energia e utilidades: 1.Gestão de consumo estratificado, analítico e em tempo real Com todos os dados de medição captados em tempo real, é possível oferecer uma visão coesa de todo consumo de energia da empresa, promovendo melhor visão de consumo dos equipamentos monitorados, identificando oportunidades de melhoria do processo e aumentando a eficiência energética das organizações. 2.Gestão estratificada de geração e conversões de energia, analítica e em tempo real É importante que um sistema de gestão de energia e utilidades consiga monitorar em tempo real o desempenho da geração e conversão de energia, detalhando o consumo dos insumos envolvidos, da energia e coprodutos produzidos e os índices de eficiência de geração e conversão de cada processo. 3. Gestão de estoque e reconciliação de inventário Ao contrário de insumos enviados através de redes de distribuição, outros demandam uma logística de transporte e estocagem. A partir do controle detalhado do que está sendo consumido, é possível monitorar o estoque destes insumos e avaliar se o que está sinalizado como disponível é o que realmente consta no estoque, o que contribui para um melhor controle de volumes e custos relacionados aos insumos energéticos. 4.Apropriação direta de custos a partir da medição de consumo Com o controle estratificado dos insumos energéticos em tempo real, é possível sinalizar diretamente para as áreas consumidoras qual será o custo de cada uma com produção, eliminando a necessidade de rateio. A partir das regras de custeio determinadas pela empresa, os custos são lançados diretamente para cada área. Esta funcionalidade proporciona a cada setor da empresa entender o seu nível real de consumo, contribuindo para a coesão do processo de orçamento e para o controle mais fino dos custos de energia e utilidades. 5.Simulações de planos de produção, consumo e seu impacto sobre contratos Em grandes consumidores, como plantas industriais, é possível avaliar, através de dados de consumo anteriores, oportunidades de melhoria pelo apontamento dos níveis de consumo coerentes com a real necessidade de cada equipamento, linha ou site da empresa, para assim avaliar o impacto que determinada mudança de produção pode ter sobre os contratos que estão atrelados a ela, aumentar a eficiência energética, reduzir custos e mitigar riscos. 6.Gestão de contratos e faturas Grandes consumidores que operam no mercado livre de energia agregam múltiplos contratos energéticos. Um sistema de gestão de energia e utilidades é um grande aliado, uma vez que possibilita gerenciar contratos levando em consideração suas diferentes características de sazonalidade, demanda contratada, tolerâncias, classes tarifárias, variantes, etc., além do lançamento (manual ou automático), auditoria e análise de faturas de acordo com a tributação do período vigente. Esta funcionalidade é importante para que a empresa conheça os seus verdadeiros custos de energia, aumente a produtividade da equipe com a automatização das rotinas de gerenciamento e consolidação de informações, além de acompanhar se o que foi adquirido em contrato, está de acordo com o que é efetivamente gasto. 7.Planejamento e gestão de ciclos orçamentários Com o controle integrado e em tempo real de insumos energéticos, um sistema de gestão de energia e utilidades possibilita o gerenciamento de todo o ciclo de orçamento da organização, orquestrando procedimentos de previsão de consumo e previsão de custos correspondentes e oferecendo informações para um planejamento mais condizente com a realidade da companhia e seus objetivos. 8.Gestão de múltiplos tipos de insumos e suas redes de distribuição Um sistema de gestão de energia e utilidades deve promover o monitoramento do consumo em cada medidor e equipamento de todos os insumos energéticos e utilidades de interesse (água, vapor, energia elétrica, etc.) e a organização desses dados em torno de uma rede de distribuição. Com essa funcionalidade é possível explorar as redundâncias existentes para melhorar a qualidade dos dados, detectar problemas de balanceamento e perdas e identificar de forma automática incidentes que devem ser resolvidos, aumentando a eficiência da área de produção e mitigando riscos. 9.Gestão do ciclo de melhoria contínua das operações O monitoramento dos insumos energéticos, a gestão dos contratos e faturas, o custeio direto e não rateado para as áreas, a análise dos dados e ajuste do planejamento a partir do consumo realizado e valores gastos com energia e utilidades contribuem diretamente na melhoria dos processos de gestão da empresa. No entanto, um bom sistema de gestão de energia e utilidades deve possibilitar também o gerenciamento dos projetos de melhoria contínua com foco em eficiência energética, desde sua identificação e priorização, contemplando a organização de todos os dados relevantes para a contextualização das variáveis de interesse para o projeto, até a efetiva medição e verificação dos resultados capturados pela iniciativa. 10.Integração com sistemas industriais e de gestão Por fim, não basta que um sistema de gestão de energia e utilidades tenha funções de monitoramento, planejamento e eficiência energética, ele precisa fazer integrações automáticas com outros sistemas evitando lançamentos manuais. Dados de consumo energético podem ser capturados diretamente dos sistemas de automação ou de sistemas historiadores (Plant Information Management Systems); o contexto dos dados de consumo – por exemplo, ordens de produção, status de equipamentos, etc. – muitas vezes dependerá de informações provenientes dos sistemas de automação e de sistemas de gestão de produção (Manufacturing Execution Systems); dados sobre orçamento e custos apurados em energia e utilidades podem ser gravados e/ou consultados de sistemas corporativos (Enterprise Resource Planning). Muitas são as funcionalidades que podem ser encontradas em um sistema de gestão de energia e utilidades, e o benefício apurado dependerá do que a sua empresa precisa para alcançar suas metas de curto, médio e longo prazo.